Subarbusto volúvel; ramos glabros ou unilateralmente pubescentes.
Pecíolo 0,2-1cm, glabro; lâminas 3,5-4,5×0,5-0,8cm, lanceoladas a estreito-lanceoladas, ápice acuminado ou mucronado, base aguda, glabras.
Inflorescências 9-25-floras. Pedicelos 2-5 mm, glabros; sépalas 0,7-0,9×0,5-0,6mm, ovais, externamente glabras; corola rotácea, creme; tubo 0,5-0,6mm, lobos 2-3×0,6-0,9mm, linear-lanceolados, externamente glabros e internamente papilosos; segmentos da corona 2-2,2×0,6-0,7mm, unidos na base, formando um tubo ca. 0,4mm, tridenteados, lobo mediano longamente acuminado.
Ginostégio séssil, não oculto pelos segmentos da corona; parte locular das anteras sub-retangular, asas mais longas que o dorso e ligeiramente divergentes, dorso intumescido na base; retináculo 0,12-0,13× 0,03-0,04mm, estreito-oblongo ou sublinear, caudículas 0,04-0,05mm, polínias 0,11-0,14×0,03-0,04mm, elípticas ou oblongas; apêndice estilar mamilado, levemente exserto.
Ocorre nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, principalmente na floresta pluvial, em clareiras e orla da floresta, mais raramente em regiões de Araucária, em altitudes de 150 a 550m. D6, E8: mata. Coletada com flores em abril.
Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.