Volúvel; ramos velutinos.
Pecíolo 1,5-3,7cm, velutino; lâminas 6,5-18,5×4,5-11,5cm, elípticas ou ovais; ápice acuminado, base cordiforme, margem levemente revoluta, velutinas.
Inflorescências corimbiformes, 3-10-floras; pedúnculo 7-15mm, velutino. Pedicelos 3,5-5cm, velutinos; sépalas 6-7×2-2,4mm, linear-lanceoladas, ultrapassando levemente a fauce da corola, externamente áureo-vilosas; corola amarelo-esverdeada, lobos 10-15×8-9mm, oval-triangulares, externamente pubescentes e internamente verrucosos na base; segmentos da corona 1,5-2mm, unidos entre si, providos de uma calosidade mediana, bífidos no ápice, tão altos quanto o ginostégio.
Ginostégio estipitado; parte locular das anteras trapeziforme; retináculo 0,49-0,5×0,29-0,32mm, sagitiforme, caudículas ca. 0,3mm, polínias 1,09-1,2×0,58-0,59mm, subclaviformes; apêndice estilar depresso ou ausente.
Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, também registrada para as Guianas. E7: floresta pluvial atlântica primária. Coletada com flores em setembro, outubro e dezembro.
Sinonímia botânica: Matelea glaziovii
Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.