Apocynaceae – Morilloa carassensis

Subarbusto volúvel.

Folhas opostas; lâminas 2,5-5×0,05-0,07cm, lineares, ápice acuminado, base atenuada, margem levemente revoluta.

Inflorescências 4-12-floras; pedúnculo 0,06-2cm, glabro. Pedicelos 6-9mm, filiformes, glabros; sépalas 0,9-1×0,7-0,8mm, ovais a oval-triangulares, glabras; corola alvo-esverdeada, lobos 1,4-1,8×1-1,2mm oval-triangulares, externamente glabros, internamente densamente barbados, com pêlos retrorsos.

Ginostégio séssil ou subséssil; parte locular das anteras subtriangular, asas mais longas que o dorso; retináculo 0,2-0,22×0,08-0,1mm, oblongo a subovado, caudículas 0,1-0,23mm, filiformes, horizontais ou levemente ascendentes, polínias 0,3-0,36×0,09-0,12mm, oval-oblongas, alcançando quase duas vezes o comprimento do retináculo; apêndice estilar geralmente oculto pelos apêndices membranáceos apicais das anteras.

Distribui-se na Bahia, Minas Gerais e São Paulo, encontrada nos dois primeiros estados nos campos rupestres, em afloramentos rochosos ou em mata ciliar entre 1.020 e 1.400m. C6, D6, D7: cerrado. Coletada com flores de fevereiro a março.

(SP). São Carlos, III.1962, M. Labouriau 53 (SP). É a primeira vez que esta espécie é citada para São Paulo. Os espécimes examinados apresentam as folhas mais estreitas e 4-12 flores por inflorescência. A circunscrição de Rapini et al. (2001) para o gênero Hemipogon (incl. Astephanus) é aqui aplicada. Contudo, o conceito dos autores é duvidoso, tendo em vista que as folhas opostas e folículo fusiforme observados neste táxon o diferem das características de Hemipogon.

Sinonímia botânica: Hemipogon carassensis

Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.

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