Apocynaceae – Ditassa obcordata

Volúvel; ramos tomentosos.

Folhas opostas; pecíolo 2,5-3mm, pubescente; lâminas 7-10×5-7mm, oblongas, ápice mucronado, base atenuada, nervura pincipal proeminente, esparsamente pubescentes sobre a nervura principal na face adaxial.

Inflorescências 2-10-floras; pedúnculo 1-1,2mm, pubescente. Pedicelos 2-3,6mm, hirsutos; sépalas 0,8-1×0,6mm, oblongo-lanceoladas, externamente hirsutas, mais alongadas que o tubo da corola; corola alvacenta, sub-rotácea, lobos 1,4-2,5×0,9-1,1mm, oblongos ou ovados, externamente pubescentes ou glabrescentes e internamente papilosos; segmentos externos da corona 1-1,5×0,3-0,4mm, ovallanceolados ou linear-lanceolados, ultrapassando o ginostégio; segmentos internos 0,5-0,6×0,1-0,2mm, lanceolados.

Ginostégio séssil a subséssil; parte locular das anteras quadrangular, asas mais longas que o dorso; retináculo 0,14-0,18×0,07-0,1mm, caudículas 0,04-0,07mm, horizontais, polínias 0,2-0,24×0,08-0,11mm; apêndice estilar mamilado.

Roraima, Pará, Rondônia, Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais e São Paulo. C6, D5, D6, E7: cerrado. Coletada com flores de abril a junho e com frutos em abril e junho.

Ditassa obcordata, D. edmundoi Fontella e D. warmingii E. Fourn. representam um complexo de espécies muito próximas, com diferenças fundamentadas principalmente no indumento dos ramos e das folhas (Konno & Fontella-Pereira 2004). Das espécies deste complexo, D. obcordata é mais amplamente distribuída.

Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.

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