Amaryllidaceae – Hippeastrum psittacinum

Bulbo superficial, colo longo.

Folhas decíduas na floração, loriformes, canaliculadas, com ápice pendente e afilado.

Inflorescência quase sempre 2-flora. Flores campanuladas, vermelho-alaranjadas a vermelho-intenso; tépalas lanceoladas a espatuladas, a superior longa e mais larga, 12,3-14×4-5cm, inferior curta e mais estreita, 11,5-13×2-2,5cm, reticulação mais escura principalmente no terço superior, base creme-esverdeada ou esbranquiçada, às vezes estrias longitudinais vinoso-escuras próximo à base; tubo nectarífero 2-2,5cm, internamente com ranhuras longitudinais próximo à corona; corona com espessamento caloso, creme, avermelhada ou vinoso-escura, às vezes algumas fímbrias curtas; estames inclusos, pólen amarelo; ovário 15-20mm, estilete incluso ou levemente exserto, estigma trífido, lobos 1-3mm; filetes e estilete fortemente ascendentes a partir do meio.

Esta espécie foi encontrada do extremo sudeste de Minas Gerais, nordeste de São Paulo e norte do Paraná, crescendo sobre rochas de origem magmática, geralmente em meia sombra e com bastante matéria orgânica. E7: saxícola em mata. Coletada com flores em junho e setembro, florescendo principalmente em junho e julho.

Morfologicamente é muito semelhante à Hippeastrum glaucescens, dificultando a delimitação das duas espécies, devido à provável hibridação entre elas. Outros caracteres observados como bulbo mais superficial, ocorrência em pedras magmáticas e em locais mais úmidos, facilitam a identificação.

Fonte: DUTILH, J. H. A. Amaryllidaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p.244-256, 2005.

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