Rubiaceae – Faramea marginata

Arvoretas ou arbustos 2-10 m alt. Estípulas conatas, não escariosas, 5-12 x 5-8 mm, moderadamente a longamente aristadas.

Folhas pecioladas, pecíolo 5-10 mm compr.; lâmina oblongoelíptica a oval, base arredondada a obtusa, margem com espessamento amarelado, levemente revoluta, ápice arredondado, abruptamente acuminado, 5-12 cm compr., 3-6 cm larg., firmemente cartácea a subcoriácea, discolor, face abaxial verde-clara, face adaxial brilhante, secando verde-escura a enegrecida com nervuras amareladas; venação broquidódroma, nervuras e reticulo salientes em ambas as faces, domácias ausentes.

Inflorescências corimbosas, pedunculadas, ramificadas. Flores pediceladas; hipanto vináceo, subgloboso com tubo truncado a levemente denteado, 2-3 mm compr., 1,5-2 mm larg.; corola com tubo alvo e lobos violáceos a azulados, ca. 1,5 cm compr., ca. 2 mm larg.

Drupas azul-escuras a atropurpúreas, 4-5 mm compr.

Faramea nigrescens é restrita ao Brasil, ocorrendo na Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás e Tocantins (Barbosa et al. 2014). Na Serra do Cipó, ocorre em matas ciliares. Floresce em outubronovembro e frutifica de fevereiro a julho.

Sinonímia botânica: Faramea nigrescens

Fonte: ZAPPI, D. C.; CÁLIO, M. F. & PIRANI, J. R. Flora da Serra do Cipó, Minas Gerais: Rubiaceae. Bol. Bot. Univ. São Paulo, v. 32, n. 1, p. 71-140, 2014.

Deixe um comentário