Erva 12–45 cm alt., monoica. Ramificação filantóide. Ramos 7–10 cm compr., cilíndricos, pinatiformes, glabros, não modificados em cladódios. Catafilos 1 mm compr., lanceolados, glabros. Estípulas 1 mm compr., lanceoladas a triangulares, glabras.
Pecíolo 1–1,2 mm compr., glabro. Limbo foliar 10–27 × 5–15 mm, presente apenas nos ramos secundários, alterno, elíptico, oboval-elíptico a obovl, base aguda, ápice obtuso a arredondado, membranáceo, levemente discolor, faces abaxial e adaxial glabras, margem inteira, nervação cladódroma. Brácteas 1–1,2 mm, triangulares, glabras.
Címulas bissexuadas, axilares, com 2 a 3 flores, ou às vezes flores solitárias. Flores estaminadas: pedicelo 1,4–7 mm compr., glabro; sépalas 5, livres, unisseriadas, menor que 1 mm, obovais a largamente obovais, ápice arredondado, com faixa central verde evidente, membranácea, disco glandular com 5 segmentos pateliformes, lisos, alternos as sépalas; estames 5, menor que 1 mm compr., livres, anteras com rimas horizontais. Flores pistiladas: pedicelo 3,5–7 mm compr., glabro; sépalas 5, menor que 1 mm compr., livres, unisseriadas, ovais, ápice agudo, com faixa central verde mais marcante do que nas estaminadas, membranáceas, disco glandular inteiro; ovário 0,5 mm compr., globoso, liso, estiletes 3, menor que 1mm compr., livres, bífidos, estigmas subcapitados.
Cápsula 1×1mm, globosa, superfície lisa; pedicelo 4–8 mm compr., glabro.
Sementes 1 mm, trígonas, castanhoclaro, com testa verruculosa.
Comentários e distribuição: Phyllanthus tenellus possui distribuição pantropical, com ampla distribuição nas Américas (Sudeste dos Estados Unidos da América até a Argentina) (Webster 1970). No Brasil, ocorre nas regiões Norte (AM, PA), Nordeste (AL, BA, CE, PE), CentroOeste (DF, MT), Sudeste (MG, RJ, SP) e Sul (PR, RS, SC), crescendo em todos os domínios fitogeográficos (Silva & Sales 2007; Flora do Brasil, 2020 em construção).
Nesse estudo, é registrada pela primeira vez para o estado da Paraíba. No domínio da Mata Atlântica é encontrada nos estados de AL, BA, PB, PE e RN (Fig. 14), principalmente em locais úmidos, como ruderal em jardins e em áreas cultivadas, além de ser comum em frestas de calçadas. Coletada com flores e frutos o ano inteiro. Destaca-se por ser a única espécie da região Nordeste com cinco estames livres. Esse caráter associado às folhas oboval-elípticas a obovais facilitam o reconhecimento e diferenciação das demais espécies.
Seu status de conservação na área de estudo é pouco preocupante (LC), em virtude de possuir uma EOO de 63. 803,149 km2 e em perigo (EN) por apresentar uma AOO de 72.000 km2 (IUCN 2001). Indivíduos de P. tenellus foram coletados no Parque Estadual Serra do Conduru (BA), APA da Barra do Rio Mamanguape (PB) e RPPN do Teimoso (BA).
Fonte: TORRES, A. M. Taxonomia de Phyllanthaceae na Mata Atlântica Nordestina, Brasil. 2020. 179 f. Dissertação (Mestrado em Botânica) – Universidade Federal Rural de Pernambuco, Programa de Pós-Graduação em Botânica, Recife, 2020.