Epífita, ca. 1,3 m alt. Cauloma intumescido em pseudobulbo; pseudobulbos 9–11 cm compr., cônico-alongados, uni ou bifoliados.
Folhas coriáceas, ca. 43 × 1,6 cm, lineares, ápice agudo.
Inflorescência em panícula, terminal, ca. 1,3 m compr., multiflora, ereta, laxa. Flores castanho-esverdeadas, ressupinadas, pediceladas, ecalcaradas; sépala dorsal castanho-esverdeada, 1,8–2,4 × 0,4–0,6 cm, estreito-elíptica, ápice agudo; sépalas laterais castanho-esverdeadas, 1,9–2,4 × 0,4–0,6 cm, estreito-elípticas, ápice agudo; pétalas castanho-esverdeadas, 1,8–2,1 × 0,4-0,6 cm, oblanceoladas, ápice agudo; labelo alvo com vênulas róseas, ca. 1,8 × 2,1 cm, trilobado, envolvendo o ginostêmio em sua base, lobo mediano 1–1,2 × 0,7–0,8 cm, suborbicular, ápice arredondado, lobos laterais 0,9–1,1 × 0,3–0,5 cm, subtrapezoidais; ginostêmio alvo a creme, ca. 1 cm compr.
Encyclia argentinensis está distribuída por Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, São Paulo e Tocantins, ocorrendo também na Argentina (Barros et al. 2013; World Checklist of Monocotyledons 2012).
Floresce entre agosto e novembro (Meneguzzo et al. 2012). Encyclia argentinensis pode ser diferenciada das outras espécies de orquídeas ocorrentes na região estudada por suas folhas coriáceas, longas (ca. 43 cm compr.), e inflorescência terminal, muito longa (ca. 1,3 m compr.).
Fonte: HALL, C. F.; KLEIN, V. L. G. & BARROS, F. de. Orchidaceae no município de Caldas Novas, Goiás, Brasil. Rev. Rodriguésia, v. 64, n. 4, p. 685-704, 2013.