Myrtaceae – Myrcia venulosa

Arbustos a arvoretas 1,7-3 m alt. Planta lanuginosa. Ramos cilíndricos e não dicotômicos.

Folhas com pecíolo 2-6 mm; lâmina 1,7-5,2 x 0,6-1,6 cm, elíptica ou lanceolada, coriácea, lustrosa, reticulada; ápice cuneado; base cuneada; nervura central sulcada na face adaxial com indumento lanuginoso acastanhado; nervuras laterais 10-15 pares, salientes em ambas as faces.

Inflorescências em panículas 2,5-6,5 cm compr., axilares, terminais, densamente pubescentes; eixo 15-20 mm compr.; flores 5-meras, lanuginosas acastanhadas; pedicelo 1-2 mm compr.; lobos ca. 2 mm compr., triangulares, glandulares, pubescentes, ciliadas, que não cobrem o botão floral nem o fruto. Botões 1,5-2 mm compr., piriformes com hipanto densamente pubescente.

Frutos 0,5-1 cm diâm., globosos, glandulares, lanuginosos.

Diferencia-se de M. guianensis pela nervura central sulcada na face adaxial e a presença de indumento castanho-avermelhado nas inflorescências e face abaxial das folhas. As pontuações tendem a serem mais evidentes nas folhas jovens, pois ainda não possuem tanta reticulação. A folhas geralmente são revolutas. Possui indumento lanuginoso castanho claro ou avermelhado no hipanto. Possui ocorrência no Cerrado e Mata Atlântica, sendo endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020).

Fonte: ROCHA, O. H. Myrtaceae no Parque Estadual de Vila Velha, Ponta Grossa, Paraná, Brasil. 64f. Dissertação (Mestrado), Universidade Federal de São Carlos, Sorocaba, 2018.

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