Arbusto ou subarbusto ramificado 1-1,5 m alt., ramos densamente vilosos, tricomas tectores esbranquiçados.
Folhas sésseis, ovais ou largamente ovais, discolores, venação broquidódroma, 1,1-3,7 cm compr., 0,8-3,1 cm larg., ápice acuminado, margem crenada, base cordada, face adaxial hirsuta, face abaxial densamente hirsuta nas nervuras secundárias.
Capítulo esférico; pedúnculo 3-5 cm compr.; brácteas semelhantes às folhas, porém menores. Flor: bractéolas involucrais filamentosas, 6,2-10,3 mm compr., 0,2-1,4 mm larg., ápice acuminado, hirsutas; bractéolas internas ausentes; cálice 6-7 mm compr., campanulado, lobos filamentosos, ápice do lobo acuminado, face interna glabra no tubo, tomentosa na fauce, face externa hirsuta; corola rosa, lilás ou roxoazulada, 4,9-9 mm compr., 0,7-1,9 mm larg. na base, 1,2-2,5 mm diâm. na fauce, lobos ovais, ápice do lobo arredondado ou obtuso, face interna glabra, face externa tomentosa principalmente nos lobos, tricomas tectores ou glandulares.
Núculas complanadas, 1,4-1,7 mm compr., 0,8-1,1 mm larg., ápice arredondado, coloração castanha, glabras, verruculosas.
Endêmica de Minas Gerais, Medusantha mollissima é encontrada apenas no centro e sul desse Estado, segundo Epling (1949) e Harley et al. (2010). É facilmente distinta das demais espécies pelas folhas ovais ou largamente ovais de base cordada. Na Serra do Cipó, M. mollissima foi coletada com flores e frutos nos meses de abril e maio, e apenas com flores em novembro.
Fonte: SILVA-LUZ, C. L. da.; GOMES, C. G.; PIRANI, J. R. & HARLEY, R. M. Flora da Serra do Cipó, Minas Gerais: Lamiaceae. Bol. Bot. Univ. São Paulo, v. 30, n. 2, p. 109-155, 2012.