Ervas 0,5-1,8m, rizomas bastante desenvolvidos, 2-3cm diâm., catafilos alaranjados.
Folhas 43-100×2-4cm, ensiformes, decumbentes, ápices agudos.
Inflorescências geralmente 3, sendo uma geralmente axilar ao pedúnculo da bráctea basal e as outras duas emergindo desta, pedunculadas, pedúnculos 1,8-10×0,2-0,4cm, retos ou ligeiramente curvos, bráctea basal 6,5-20×1-2,2cm, lanceolada, ápice ligeiramente falcado, pedunculada, pedúnculo da bráctea basal plano, 2-3×0,5-0,6cm, brácteas florais 4,5-8×0,8-1,5cm, lanceoladas; escapo 40-120×1-3cm, decumbente, bráctea tectriz 18-54×1,5-3cm, lanceolada. Flores azuis ou lilases, tépalas externas 5×3cm, elípticas, patentes ou deflexas, arabescos ferrugíneos à base, região médio-apical azul ou roxa, tépalas internas 3,5×2cm, oblongo-panduriformes, coloração médio-apical azul com faixa branca mediana; filetes 6mm, anteras 1mm compr.; hipanto 10×2-3mm, estiletes 1-2cm, trífidos, lacínios 3mm, cuneiformes, lacínio central bífido.
Cápsula 3,5-6×1,2-2cm, oblonga, verrucosa; sementes 4-5×2mm, oblongo-arredondadas.
Espécie típica da costa nordestina brasileira, ocorre especialmente na Bahia, alcançando os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Bastante cultivada, foi levada a outros continentes (África, Europa e Ásia) e ao norte do continente americano. F6: em matas de encosta e restingas. Floresce de setembro a abril e frutifica de fevereiro a março.
N. sabini caracteriza-se especialmente por suas flores azuis ou roxas e pelo arranjo de sua inflorescência, na forma de um ripídio axilar à bráctea basal e dois emergindo desta a partir de curtos pedúnculos.
Fonte: CHUKR, N. S. Iridaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, Instituto de Botânica, São Paulo, v. 3, p. 127-148, 2003.