Gesneriaceae – Sinningia aggregata

Ervas a subarbustos, (0,5-)1,0-1,5 m alt., geralmente ramificados (com ramos laterais); internós 2,8-8,2 cm compr.

Folhas opostas ou 3-4-verticiladas, não-peltadas; pecíolo 0,2-0,6 cm compr.; lâminas 3,5-9,4(-13,5)×0,9-5,8 cm, ovais ou oval-elípticas, raramente elípticas, às vezes assimétricas, ápice acuminado, base arredondada a subcordada, às vezes aguda, margem crenada, esparsa a densamente pubescente em ambas as faces com tricomas tectores intercalados com tricomas capitados longos e tricomas capitados subsésseis na face adaxial e tricomas capitados subsésseis intercalados com tricomas capitados longos e tectores na face abaxial, face abaxial verde a marrom.

Cimeira com 1-6 flores na axila de bráctea ou folha verticilada, subséssil ou com pedúnculo até 0,2 cm compr.; pedicelo 1,5-3,2 cm compr.; cálice 0,5-0,9 cm compr., pubescente em ambas as faces com tricomas capitados intercalados com alguns tricomas tectores na face externa e com tricomas tectores na interna, tricomas capitados no ápice dos lacínios, lacínios triangular-lanceolados; corola cilíndrica com base 5-gibosa, ligeiramente constricta próximo à base, vermelha ou alaranjada, viscosa, face externa pubescente com tricomas capitados intercalados com tricomas tectores, face interna glabra a esparsamente pubescente, 2,4-3,9 cm compr., base 0,5-0,7 cm diâm., fauce 0,6-0,8 cm diâm., lacínios subiguais, 0,4-0,5 cm compr.; estames atingindo a fauce ou ligeiramente exsertos, filetes 2,4-3,4 cm compr., estaminódio presente; nectário formado por 2 glândulas conadas maiores na face adaxial e 2 laterais isoladas e 1 na face abaxial menores; ovário súpero, fusiforme.

Fruto fusiforme a ovóide, assimétrico, 1,0-1,3×0,4-0,6 cm.

Distribui-se pelo Brasil (Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul e de Minas Gerais a Santa Catarina) chegando até o Paraguai oriental (Hoehne 1958, Chautems 1991b, 1993, Chautems et al. 2000). Na área de estudo, ocorre nas regiões do Planalto de Diamantina e Sul, sendo encontrada entre rochas em campo rupestre. Foi coletada com flores praticamente ao longo do ano todo e com frutos em janeiro, julho e outubro. Segundo Chautems (1991b), essa espécie pertence à seção Rechsteineria (Regel) Benth., assim como S. harleyi Wiehler & Chautems e S. valsuganensis Chautems (que não ocorrem na área do presente estudo). Essas três espécies, assim como S. nordestina Chautems, Baracho & Siqueira Filho, compartilham a presença de indumento glandular e odorífero (Chautems 1991b, Chautems et al. 2000).

Fonte: ARAÚJO, A. O.; SOUZA, V. C. & CHAUTEMS, A. Gesneriaceae da Cadeia do Espinhaço de Minas Gerais, Brasil. Rev. Brasil. Bot., v. 28, n. 1, p. 109-135, jan.-mar. 2005.

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