Fabaceae – Senna pilifera

Ervas (podendo apresentar base sublenhosa em indivíduos mais robustos), 0,3-2m; ramos hirtopubescentes, geralmente com tricomas patentes esparsos.

Pecíolo 1,1-4cm; raque 0,4-1,8cm; estípulas lineares; nectários extraflorais inseridos entre os pares de folíolos ou apenas entre o par basal; folíolos 2 pares, assimétricos, basais oval-elípticos a ovalados, raramente elípticolanceolados, apicais rômbico-elípticos a obovais, raramente lanceolados, (1,2-)2,6-6,2×(1-)1,4-2,3cm, ápice arredondado a agudo, raramente emarginado, base assimétrica, lado maior truncado a subcordado, face adaxial glabra a pubescente, abaxial subglabra a pubescente.

Inflorescência em racemo, frequentemente 1-floro ou umbeliforme; bráctea ovalada, 3-4×1-2mm. Flores pediceladas, pedicelo (0,9-)1,7-6cm; sépalas subiguais, 3-9mm; corola amarela ou alaranjada, zigomorfa, pétalas 14-37mm; estames 7, maiores 4, menores 3; estaminódios 3.

Legume linear, anguloso, reto ou arqueado, longamente rostrado, 14,2-18,2cm, tomentoso quando imaturo.

Espécie de distribuição neotropical. B3, B4, B6, C5, C6, D7, E6, E7, F4: cerrado, mata estacional e ruderal. Coletada com flores de outubro a maio, com frutos em abril.

Espécie bastante variável quanto às dimensões das flores e até mesmo quanto ao indumento, geralmente com tricomas patentes longos, os quais são únicos entre as espécies de Senna encontradas no estado de São Paulo. Entretanto, tais tricomas podem estar ausentes, dificultando o reconhecimento da espécie. O hábito herbáceo e as flores geralmente longo-pediceladas e solitárias são também bons caracteres diagnósticos da espécie. Irwin & Barneby (1982) reconheceram três variedades para essa espécie, sendo elas Senna pilifera var. pilifera, S. pilifera var. subglabra (S. Moore) H.S. Irwin & Barneby e S. pilifera var. tubata H.S. Irwin & Barneby, baseadas principalmente em hábito, tamanho da raque foliar e das flores, consistência e indumento das folhas. Estas variedades não se mostraram consistentes na análise do material examinado.

Fonte: TOZZI, A. M. G. de. A. Subfamília Caesalpinioideae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, Instituto de Botânica, São Paulo, v. 8, p. 22-83, 2016.

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