Lianas, ramos jovens hirsutos a glabrescentes; estípulas prolongadas abaixo do ponto de inserção.
Folhas pecioladas; pecíolo 4-7cm e raque 2,1-2,2cm; pecíolo, raque e peciólulo glabrescentes, raramente hirsutos; folíolos cartáceos a coriáceos, face abaxial esparsamente serícea a glabrescente, folíolo terminal 6,4-10,5×4,2-6,6cm, elíptico-oblongos a obovados, caudados; folíolos laterais 6,3-10×4,2-6cm.
Inflorescência axilar 27,5-29,8cm, ereta, florida 1/3-2/3, quando jovem serícea, atroferrugínea, nigrescente; nodosidades clavadas. Flores com cálice atroferrugíneo, dente vexilar emarginado; pétalas violáceas, glabras, estandarte ca. 14×17mm, flabelado, 2-caloso, 2 aurículas infletidas basais; asas 11-12×9-10mm, largamente ovais, pétalas da quilha ca. 7×9mm, triangulares, muito encurvadas, rostro arredondado; anteras dimórficas; ovário velutino, ferrugíneo, 4-ovulado; estilete infletido, bulboso.
Fruto indeiscente, 12-14×5,8-6,4×2-2,2cm, oblongo, margem superior 2-alada, valvas cartáceas, nigrescentes, fibrosas, na maturidade glabrescentes; sementes 3-4, ca. 2,9×2,6×1,6cm, suborbiculares, testa dura, lisa, castanha, hilo linear ca. 5,9cm, circundando ca. 2/3 da circunferência da semente.
Espécie com distribuição ampla na região neotropical, do México ao sul do Brasil, geralmente associada ao litoral. Sementes flutuantes, hidrocóricas, dispersas por rios e correntes marítimas, ocorrendo ainda em Madagascar, Havaí e outras ilhas do Pacífico (Maxwell 1969). E7, E8, F6, F7, G6: mata de planície e restinga. Floresce de fevereiro a abril, encontrada com frutos em março, abril e outubro.
Facilmente reconhecível pelo indumento muito escuro, nigrescente, da inflorescência e pelos frutos coriáceos, fibrosos e nigrescentes.
Sinonímia botânica: Dioclea wilsonii
Fonte: TOZZI, A. M. G. de. A. Subfamília Papilionoideae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, Instituto de Botânica, São Paulo, v. 8, p. 167-397, 2016.